Com a popularização dos automóveis nos anos 70, o aumento de emissão de gases nocivos à saúde humana lançados no meio ambiente, foi notável. Para substituir os antigos carburadores, melhorar o desempenho dos automóveis e diminuir a poluição que os carros emitiam, a montadoras desenvolveram o SISTEMA DE INJEÇÃO ELETRÔNICA, responsável por enviar o combustível de maneira controlada para o motor.

A injeção eletrônica chegou ao Brasil em 1988 através do modelo Volkswagen Gol GTi e logo se tornou um mecanismo obrigatório nos veículos lançados no Brasil, em função dos programas de controle de emissões de gases.

A principal função da injeção eletrônica é reduzir a emissão de gás e melhorar o desempenho energético do automóvel. Através de um chip eletrônico que analisa o funcionamento do motor e controla a entrada de ar e de combustível, de acordo com as faixas de rotação do motor, a combustão é mais eficaz, fazendo com que o veículo ganhe maior eficiência energética e reduza os níveis de emissão de poluentes. Além dessa função, a injeção eletrônica também controla o tempo de ignição, a marcha lenta e em alguns modelos, o comando de válvulas.

Podemos dividir o sistema de injeção eletrônica em três partes: Sensores, atuadores e central de informações. Também é importante saber que existem duas versões, a digital e a analógica.

Os sensores são responsáveis por analisar o funcionamento do motor e transmitir as informações para a central. Distribuído em pontos estratégicos, verificam temperatura, velocidade, pressão e a proporção dos reagentes na queima do combustível.

Quando há falha em algum sensor, imediatamente a luz indicativa acende no painel do carro. O módulo de injeção eletrônica armazena e registra o problema e o veículo, que poderá continuar funcionando mas apresenta falhas na injeção do combustível, podendo ter a sua potência reduzida e elevar o consumo de combustível, por exemplo.

A central armazena dados essenciais sobre os parâmetros de fabrica daquele veículo, além de gerenciar o funcionamento do motor a partir da informações enviadas pelos sensores.

Já os atuadores são os componentes responsáveis pela alimentação e queima de combustível do motor, trabalhando de acordo com os comandos enviados pela central de informações.

Podemos chamar de atuadores a bomba de combustível, bobina de faíscas, motor de passo, injetores de combustível e ventoinha de arrefecimento. Estes elementos são responsáveis por fazerem a adaptação da marcha lenta, corrigirem o ponto de ignição e o ângulo do comando de válvulas.

A injeção eletrônica foi uma verdadeira revolução moderna automotiva. Em uma época onde se quer sabiam o que era um computador, a única maneira de fazer com que o combustível e o ar que entrava no motor fosse regulada, era de modo mecânico, feito pelo carburador.

A injeção eletrônica permite que o motor sempre trabalhe nas melhores condições, adequando o consumo de combustível as necessidades do motor, tornando-o mais econômico, eficiente e reduzindo assim, a emissão de poluentes. Uma outra vantagem é que sistema dispensa o afogador, tornando as partidas mais rápidas mesmo em dias mais frios.

Problemas no sistema de injeção eletrônica não são os mais fáceis de identificar, pois na maioria das vezes, o carro continua funcionando “normalmente”. O primeiro e principal alerta é a luz indicativa da injeção eletrônica que se acende no painel, e ainda que o carro continue operando, é importante que procure a ajuda profissional imediatamente, para que não se danifique outros componentes.

Os problemas podem surgir pelos mais diversos motivos, como o uso de combustível adulterado ou de má qualidade que geram acúmulo de impurezas, resíduos nos injetores, nas velas ou nos cabos das velas. Além de fazer com que haja consumo elevado de combustível, estes problemas podem levar a perda de potência, dificuldade na partida e problemas com a marcha lenta.

Uma vez detectado problemas no sistema de injeção, deve-se utilizar um scanner automotivo para identificar qual o ponto exato de falha, podendo assim, executar os procedimentos necessários para corrigi-los. Além de conhecer os códigos fornecidos pela leitura do scanner, é preciso saber quais os procedimentos indicados para correção de cada falha apresentada.

Depois da correção dos problemas apresentados, vale orientar seu cliente sobre cuidados que podem minimizar novos problemas, como o uso de combustíveis aditivados, que além de limpar e conservar os componentes, oferecem melhor desempenho ao motor, uma vez que o uso de combustível adulterado é o principal causador de falhas no sistema de injeção.

Qual a historia por trás da Injeção eletrônica

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