Um veículo possui dezenas de dispositivos eletrônicos capazes de transformar variantes físicas como pressão, temperatura e movimento em sinais elétricos. Estes sinais elétricos são informações extremamente úteis para a Central Eletrônica traduzem essas informações em comandos. Estes dispositivos responsáveis pela transformação das variantes em informação, são os sensores.

Em 1995, um modelo de luxo possuía cerca de dez sensores, em 2010, o mesmo carro já apresentava em média, 30 sensores. Os carros atuais chegam a ter mais de 100 sensores distribuídos nos mais diversos sistemas do veículo. Todos estes sensores transformaram a experiência de condução de veículo em uma experiência mais segura e confortável.

Um dos sensores mais importantes do sistema de Arrefecimento do motor, é o sensor de temperatura, presente em todos os veículos. Sua função é conferir constantemente a temperatura do motor e transformar as variações de temperatura do veículo em sinais elétricos. Eles verificam a temperatura do motor, do ar de admissão e temperatura interna e externa do veículo.

É através do monitoramento do sensor de temperatura que quando há um superaquecimento do motor, as luzes de advertência do painel se acendem indicando a irregularidade e o acionamento do eletro ventilador do radiador. Este é só um dos motivos para que a manutenção dos sensores seja de extrema importância. O mau funcionamento dos sensores pode levar ao superaquecimento do motor, ocasionando problemas graves e custosos como fundir o motor do veículo.

Os sensores de temperatura utilizados nos sistemas de injeção são na sua maioria do tipo NTC (Negative Temperature Coefficient) apresenta resistência negativa quando relacionado à temperatura. Ou seja, as variações de temperatura são inversamente proporcionais à resistência do sensor. Sendo assim, quando a temperatura aumenta, a resistência diminui e vice-versa. Sua característica principal é uma variação acentuada entre resistência elétrica e temperatura.

As verificações de tensão do sensor podem ser realizadas através do multímetro ou de um scanner.

Através do multímetro, o primeiro teste a ser feito é da alimentação do sensor. O valor deve ser, aproximadamente, 5V. Se os números apresentados no multímetro forem diferentes, é importante analisar o chicote elétrico e verificar a possibilidade de curto-circuito ou problemas internos na Central.

No teste de resistência elétrica do sensor é preciso medir os valores de resistência em diferentes temperaturas e comparar os valores da tabela de referência do veículo.

Com o multímetro também é possível verificar a tensão de resposta do sensor. Neste caso também é preciso analisar os valores e compará-los com as tabelas de referências dos veículos.

Já com o scanner, você pode verificar a resposta do sensor verificando as opções do scanner Sensor de temperatura da água e sensor de temperatura do ar. As temperaturas das duas opções devem apresentar temperaturas iguais ou muito próximas com o motor na temperatura ambiente antes de funcionar. Se a variação for no máximo de 4°C, os sensores aparentemente estarão em bom funcionamento.

O principal sensor do sistema de arrefecimento.

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