Você precisa fazer uma viagem de negócios, abastece o carro, e pega a estrada. O carro começa a falhar e trepidar. A revisão está em dia, e você não tem ideia do que pode ser. Você pode ter caído no golpe do combustível adulterado.

Desde os problemas mais simples, como perda de potência, até a contaminação do óleo, é preciso ficar de olho nos sinais que seu carro emite.

Primeiro sinal: Carro “engasgando”.

Se o carro apresentar pequenas falhas, como se estivesse engasgando ou tossindo, parecendo que o motor vai morrer quando faz alguma parada no sinal, por exemplo, é um dos primeiros sinais de combustível adulterado. Se o carro está com a revisão em dia, e até antes de abastecer, o carro não apresentava estes problemas, pode ser o combustível. Se atente aos demais sinais, troque o posto de gasolina e avalie o desempenho do carro após os próximos abastecimento.

Segundo sinal: Perda de potência.

Se mesmo andando o carro perde bastante de sua potência, é preciso desconfiar do combustível. A subida de uma ladeira não deve ser mais sofrida que o habitual. Lembrando que é preciso identificar estas falhas após reabastecer o carro. Se você encheu o tanque e no meio do tanque estas falhas aparecerem, pode ser falha mecânica.

Terceiro sinal: Óleo contaminado.

Se o óleo que saiu do cárter estiver com aparência diferente do esperado ele pode estar contaminado por conta de gasolina com solventes ou etanol com água.

Quarto Sinal: Aumento no consumo de combustível.

Se o combustível rende menos do que o habitual, ele pode estar contaminado. O combustível adulterado perde suas capacidades de estabilidade, principalmente submetido a altas temperaturas. Isso pode ocasionar o gasto acelerado pela queima e pela evaporação do combustível vulnerável.

Quinto sinal: Luz de alerta do motor acesa no painel.

Quando a luz de alerta do motor acende no painel é sinal de irregularidades no funcionamento do sistema de injeção eletrônica. O sistema que controla a admissão do combustível calcula a porcentagem da mistura com o ar, um combustível adulterado pode precisar de mais ar, ou menos, para realizar o processo de combustão. Se as necessidades forem diferentes dos valores registrados em fábrica, a luz de alerta do motor se acenderá, indicando que há algum problema que precisa ser observado.

O barato pode sair caro!

Que o combustível está pela hora da morte, a gente já sabe. As altas exorbitantes nos levam a procurar pelos postos com preços mais em conta, e ai pode ser uma cilada. O combustível adulterado detona peças como vedações de borracha, mangueiras e até problemas no sistema de injeção eletrônica, onde os custos podem variar de R$800 a R$1.500,00 de prejuízo para o bolso.

A principal recomendação é DESCONFIE DE PREÇOS MUITO BAIXOS. Mantenha uma rede de confiança com até cinco postos de combustíveis, de preferencia em avenidas movimentadas, que não sofram com alagamentos.

Em caso de desconfiança, peça o teste determinado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Por lei, o local deve comprovar na frente do cliente o teor de etanol na gasolina em uma demonstração que não leva mais que cinco minutos.

Já o etanol é verificado pelo termodensímetro, a peça transparente que fica colada na lateral da bomba. Nela, deve-se verificar se o nível indicado pela linha vermelha está no centro do medidor – não pode estar acima da linha do etanol.

Outra dica é verificar que as bombas possuem selo do Inmetro e etiqueta com o nome do fornecedor dos combustíveis.

Ficar de olho no combustível evita diversos outros gastos.

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